Andaluzia: de casa à Isla Mágica

Já tinha estado em Sevilha e em Córdoba há seis ou sete anos atrás, mas trazia poucas recordações comigo. Não apenas por ter passado todo esse período de tempo desde que regressei àquela região, mas também porque não tinha nessa altura uma predisposição para a cultura tão vincada como actualmente. Coisas da juventude, talvez.

Trajecto 1, Palmela a Sevilha, usando A2, A22 e A49

Trajecto 2, Palmela a Sevilha, usando A6, A5 e A66

De minha casa, em Palmela, até Sevilha é um salto de carro de mais ou menos 4 horas. Sempre por auto-estrada. Aproximadamente, são 430 quilómetros de viagem. E há várias maneiras de a fazer: rumando a sul de Portugal pela A2 e de lá seguir pela A22 (Via do infante) até à fronteira, continuando pela A42 espanhola (Trajecto 1) ou rumar via A6 em direcção à A5 espanhola e a Mérida e de lá prosseguir pela A66 até Sevilha (Trajecto 2).

Fiz os dois percursos. Se repetisse este trajecto, optaria somente pelo segundo por mera questão financeira. Só pagaria o percurso entre Palmela e Elvas e todos os quilómetros percorridos em terras de nuestros hermanos sairiam à borla. Sobretudo agora que a Via do Infante, outrora SCUT, já é paga a peso de ouro. Desencorajador.

Mas Sevilha tem também um aeroporto que acolhe voos domésticos e internacionais (a TAP voa para lá) e uma boa rede de comboios, urbanos, regionais e de alta velocidade. Não há problemas para ali chegar.

Mapa de Andalucia | Fonte: Firstoasis.net

A cidade é capital da região autónoma da Andaluzia e é a quarta maior de Espanha. Tem perto de 800 mil habitantes. Não sendo necessariamente uma cidade cosmopolita, Sevilha sabe ser aristocrática e descontraída, não tivesse ela uma herança cultural para lá de fabulosa. Entrecortada pelo rio Guadalquivir, ou o “Grande Rio” em árabe, a cidade tem muito para ver a nível de arte e arquitectura, não fossem os seus bairros diferentes e encantadores.

Para quem quiser explorar Sevilha ao pormenor, o ideal é passar ali uma semana. Por outro lado, quem deseja ver rapidamente os ex-libris da cidade, como a espectacular catedral, belos museus ou os palácios mouriscos e renascentistas, fá-lo de forma rápida, em dois ou três dias, uma vez que todos eles estão relativamente perto uns dos outros. A cidade é ainda conhecida pelas tapas, pelo flamenco e pelos espectaculares pátios ornamentados com laranjeiras.

Parti cedo num Domingo rumo à Andaluzia e ali cheguei por volta das 12 horas. Perdi-me muito perto do hotel que tinha escolhido: o Silken Al-Andalus Palace(Avenida de la Palmera s/n, esquina Paraná – Sevilla 41012 – España). Não tenho nada a dizer do hotel, embora tenha pago as suas quatro estrelas a peso de ouro. No geral, o hotel era exuberante e exalava bom gosto e comodidade. Estava longe do casco histórico, mas a distância que separava os dois era perfeitamente fazível. Uns 30/35 minutos a pé. Só viria a descobrir isso no dia seguinte. Não voltaria, contudo, a repetir ali a estadia, porque não se justifica ficar num hotel tão requintado, quando a oferta hoteleira sevilhana é enorme e a preços módicos.

Fachada do hotel

Hall do hotel

O quarto

À porta da Isla Mágica

Depois do check-in, desloquei-me à Isla Mágica, o parque temático da cidade, situado na Isla de la Cartuja. Nunca tinha ido a um do género, pelo que fiz questão de perder um dos meus 6 dias de férias ali mesmo. Foi muito divertido, mas não repetiria a experiência. Pelo menos não ocupando um dos dias de férias. O bilhete custou 22 euros. Depois de pular de atracção em atracção toda a tarde, jantei por lá, uma tortilha sevilhana, com muita batata, ovo e cebola, e assisti a um pequeno espectáculo de flamenco.

Espectáculo na Isla Mágica

Reconfortado e extenuado, regressei ao hotel já a sonhar com o que estava previsto para o dia seguinte: uma incursão ao bairro de La Macarena.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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