Riviera Maya: uma viagem inusitada

A ida à Riviera Maya no México foi a primeira grande viagem que fiz e a que me levou pela primeira vez fora da Europa. Foi inesquecível. Demasiado boa em todos os aspectos. Na prática, comprei um pacote Tudo incluído numa agência de viagens, que custou perto de 1100 euros por pessoa, e aguardei ansiosamente a partida para a terra da tequilla. Paguei bem pelo hotel onde ficaria, mas cuja excelência era bem vista entre as agências de turismo portuguesas e entre amigos meus que já ali tinham ficado instalados.

Mapa da Riviera Maya | Fonte: Viagenslacoste

Optei pelo México, em particular pela Riviera Maya, porque há anos não fazia férias de praia. O clima daquela zona é tropical e as milenárias ruínas mayas, de que falarei em alguns posts seguintes, prometiam ser verdadeiramente espectaculares. E foram. A região é um encanto e a “riqueza” das pessoas, como eu, que visitam aquela zona, contrasta com a pobreza espelhada na população, em particular na cidade de Playa del Carmen, que tive oportunidade de conhecer quando me deslocava do aeroporto em Cancún para o resort que havia escolhido. O México é um país pobre, mas está em franco desenvolvimento económico. Os resorts mayas são um oásis no meio daquele cenário, infelizmente.

Escolhemos um hotel da cadeia Gran Bahia Príncipe, o Akumal, considerado um dos melhores da zona costeira da Riviera Maya e um dos melhores no seio daquela cadeia hoteleira internacional, que também tem outros grandes resorts na Riviera Maya e em países como a República Dominicana e a Jamaica, ambos nas Caraíbas, na Tunísia ou nas ilhas espanholas.

Vista do Gran Bahía Bríncipe Akumal | Fonte: Gran Bahía Príncipe

A partida de avião foi feita num voo charter da companhia White Airways, com saída ao meio-dia da Portela. Inicialmente, o voo seria feito de forma directa, ou seja, sem escalas. No entanto, ainda antes de entrar no avião começaram as únicas surpresas desagradáveis destes 7 dias de férias. Além de partir com um atraso de uma hora, o avião da White tinha dado lugar a um da SATA Açores, que só tem aviões de pequeno curso. A solução para fazer as quase 9 horas de viagem foi fazer uma paragem técnica em Ponta Delgada (Açores) para que se pudesse reabastecer o avião. Foi insuportável ter de ficar lá dentro, sem poder sair um instante que fosse, enquanto tanquearam o avião durante quase duas horas.

O avião da White Airways que era para me levar | Fonte: White Airways

O avião da SATA que me levou | Fonte: SATA Azores

Enquanto esperava no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, Açores

Assim, uma viagem que deveria ter entre 8 a 8 horas e meia teve quase dez horas de viagem. Para quem nunca tinha andado de avião como eu foi verdadeiramente um teste à minha paciência. Sendo o avião de pequeno curso, já dá para ver que o espaço entre poltronas, por exemplo, era exíguo, limitando assim a movimentação de passageiros. A tripulação, toda ela da SATA, também não era propriamente simpática e parecia estar a fazer um frete para atender os passageiros. O avião ia totalmente cheio, com muitas crianças sempre a chorar. Enfim, verdadeiramente insuportável.

A viagem só ia ficando interessante à medida que nos íamos aproximando do continente americano. A rota levou-nos até Miami e ao Cape Canaveral. A partir daí iniciámos a descida pelo Golfo do México, passando por cima de Cuba, outro país que ainda espero conhecer. E antes da morte de Fidel Castro. As 10 horas de viagem foram feitas à luz do dia, o que tornou a coisa ainda mais enfadonha. Para cá, a viagem foi mais suportável porque foi realizada de noite e não houve qualquer tipo de paragem técnica.

Infelizmente, soube depois, caso queira visitar novamente as Caraíbas terei de “usufruir” de novo dos serviços da White Airways. São eles que asseguram praticamente todos os voos charters das agências de viagens portuguesas. Há também a Orbest, mas essa voa para menos destinos e os horários nem sempre são os mais agradáveis.

O aerporto de Cancún | Fonte: Airliners.net

Apanhada a bagagem no aeroporto internacional de Cancún, um dos mais modernos, limpos e organizados em que já estive, por sinal, cruzei a soleira da porta e tomei consciência de que estava realmente no México. O ar era extremamente abafado, sem humidade alguma e as temperaturas passavam os 30 graus. Parecia estar num deserto, embora com edificações por todos os lados. Habituar-me-ia rapidamente àquele clima e em dois ou três dias a cor da minha pele assemelhar-se-ia à das populações locais. Fiquei com um bronze de dar inveja a muitos.

À saída do aeroporto de Cancún e enquanto esperava pelo transfer para o resort

Cancún vista do ar

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

2 responses to “Riviera Maya: uma viagem inusitada”

  1. Mirella (mikix10) says :

    O México está na minha listinha há anos e aindanão tivemos a oportunidade de visitar 🙂
    Adorei o relato!
    Abs

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    • Desporto: viajar says :

      Pois é Mirella. O México é realmente um país fascinante. E pensar que ainda só conheço uma ínfima parte dele, aquela que está mais virada para o turismo internacional. É realmente uma viagem em que dá para conciliar praia com cultura. Até porque ter a oportunidade de ver Chichen-Itzá, uma das 7 maravilhas do mundo moderno, não tem preço. Tal como não tem preço conviver tão perto com uma cultura tão avançada como a dos Mayas.

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