Roma: planificação e início de viagem

Porquê Roma?

Confesso que quando pensava na Itália, a ideia passava sempre por fazer o tradicional quarteto fantástico de cidades a visitar: Roma, Veneza, Florença e Milão. Mas, este ano, praticamente não consegui que parte dos meus dias de férias coincidissem com os dias das pessoas que costumam ir comigo.

A solução foi pensar em alguma cidade europeia para visitar em quatro dias e meio. Tinha de ter, forçosamente, voos na segunda de ida a boas horas da manhã (madrugada) e voo de regresso numa sexta, a tempo de me por em Portugal às 19 horas. Depois da difícil escolha, já que Paris, Florença, Veneza, Genebra, Londres, Munique e Madrid (a maior parte, cidades que ainda espero visitar) também estavam na corrida, estava decidido: iria para Roma.

A TAP voa para lá frequentemente e o voo de ida era às 7h da manhã. Já o de regresso saía de Fiumicino às 14h da tarde. Era o ideal. E assim foi.

A reserva do transporte e o voo

Roma foi, também, a primeira cidade em que marquei um voo por mim mesmo, no FlyTAP, e o hotel, via Booking (falarei disso no posto seguinte). E correu tudo muito bem.

Site TAP

A reserva foi feita a preços interessantes (não terá custado mais de 80 euros a ida e a volta) e a viagem até Roma, no início de Fevereiro, correu às mil maravilhas. A TAP só voa para o aeroporto de Fiumicino, mas as low-costs, como a EasyJet, têm lugar em Ciampino.

Que ver em 4,5 dias?

Confesso que foi uma confusão conseguir conciliar tanta informação sobre o que ver e fazer em Roma. Vi informações em blogues de viagens na Net, consultei o TripAdvisor e ainda comprei o Guia American Express de Roma para me decidir. Ainda antes da viagem, o circuito do que veria ficou bem definido:

No 1º dia, a viagem começava na Piazza Navona e seguia depois para o Panteão, Piazza Minerva, Fontana di Trevi, Piazza e Scalinata di Spagna e Pizza del Popolo/Pincio.

O 2º dia seria dedicado ao Coliseu, Arco de Constantino, Palatino e Fóruns Imperiais, de onde rumaria depois até aos Museu Capitolinos e Monumento a Vittorio Emanuele II. Depois passaria pela Bocca della Veritá e passaria na Isola Tiberina para ir ver Trastevere.

No 3º dia, mais ruínas: Ostia Antica e Appia Antica.

O 4º dia seria todo dedicado ao Vaticano e seus museus, bem como à praça e Basílica de São Pedro. Ainda haveria de ter tempo para ver o Castelo de Sant’Angelo.

Por fim, o 5º dia seria dedicado única e exclusivamente à Galeria Borghese.

Era um roteiro alucinante, ambicioso para o tempo que tinha. Mas, e orgulho-me disso, vi tudo aquilo que me propunha, exceptuando a Appia Antica, que resolvi deixar para uma incursão futura a Roma. Nessa tarde, optei por um outro passatempo que falarei em posts à frente aqui no blogue.

Como ir de Fiumicino até ao centro de Roma?

Mais de 30 quilómetros separam o aeroporto de Fiumicino (Leonardo da Vinci) de Roma. E há várias formas  de fazer o percurso. Ou de táxi, de autocarros (ônibus) ou de comboios (tréms). A forma mais eficaz, e que está devidamente sinalizada no aeroporto, é a do comboio (trém). E foi por ela que optei.Usei o Leonardo da Vinci Express. Este serviço liga um dos terminais do aeroporto ao centro da cidade (Termini) em apenas 30 minutos e não tem paragens. Cada viagem tem o custo de 16 euros. De Fiumicino, as saídas começam às 6:38 e acabam às 23:38. As viagens são sempre às :38 e :08. Já de Roma, as viagens também são de meia e meia hora, mas saem de Termini às :22 e :52. Começam às 5:52 e acabam às 22:52.

Leonardo da Vinci Express

NOTA: É importante validar o bilhete comprado junto da plataforma onde se apanha o trém. A não validação do título implica ser multado e começar de forma desagradável a viagem por terras romanas.

Roma Pass:

Durante as minhas pesquisas sobre Roma, reparei que a cidade também é adepta do tradicional cartão turístico de descontos em monumentos e transportes públicos – o Roma Pass. Este pode ser reservado na Internet e comprado dentro do próprio aeroporto de Fiumicino, nos postos de informação turística. Se preferir, pode também adquiri-lo já na cidade de Roma. O Roma Pass tem a duração de 72 horas (3 dias) e dá descontos (metade do preço ou outras percentagens) numa lista extensa de monumentos, que pode ser consultada aqui. O Roma Pass permite ainda entrar de forma gratuita nos dois primeiros monumentos visitados, pelo que sugiro que comece por ver primeiro o Coliseu, o Arco de Constantino, o Palatino e os Fóruns Imperiais (um bilhete de 12€), bem como os Museus Capitolinos, cuja entrada também é de 12€. Logo aqui, poupa 24€. O Roma Pass custa 30€. É fazer as contas.

Roma Pass

Há também o Roma & Più Pass, que é uma versão mais extensa do Roma Pass, mas não está disponível no momento.

NOTA: O Roma Pass não inclui as viagens do aeroporto de Fiumicino até ao centro de Roma. A viagem é considerada regional e, como tal, o cartão não a cobre. É importante reter esta informação, porque a confusão com o Roma Pass começa quando se apanha o Leonardo da Vinci Express.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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