Roma: vagueando ao lado do rio Tibre

Nem mesmo as temperaturas quase próximas dos zero graus me impediram de deambular uma tarde e uma noite ao largo do rio Tibre. Conclusão: fiz um dos passeios de que mais gostei quando visitei a capital romana. O itinerário começou no Monumento a Vittorio Emanuele II, bem próximo do Tibre, e só terminou às portas do Vaticano, sempre com Trastevere do outro lado bem presente.

Monumento a Vittorio Emanuele II

Também conhecido por Il Vittoriano ou Altar da Pátria, o monumento a Vittorio Emanuele II surpreende pela sua opulência, dado o facto de apresentar uma imensa escadaria, colunas coríntias, fontes e uma enorme estátua equestre de Vittorio Emanuele, o primeiro rei da Itália unificada. Projectado por Sacconi, este é um monumento revestido a mármore branco e foi inaugurado em 1911, apesar de só duas décadas e meias mais tarde ter ficado completo. A construção do monumento, em pleno Monte Capitolino, gerou grande controvérsia desde o início porque obrigou à destruição de alguns dos vestígios da Roma antiga.

O monumento, agora mais perto

Durante a visita ao monumento, pode parar para ver um pouco do Museu da Unificação Italiana (que apenas tinha explicações em italiano quando o visitei, mas cuja entrada é gratuita). Há ainda a possibilidade de subir ao topo através de um elevador panorâmico (que custa 7€ a subida e descida) e ter uma das melhores visões da cidade. No telhado está instalado um café com uma vista soberba sobre o Palatino e Fórum Romano.

Vista desde o Monumento      Vittorio Emanuele II

Vista desde o Monumento     Vittorio Emanuele II

Praticamente ao lado do Monumento a Vittorio Emanuele II está a Bocca della Verità. É só descer a Via del Teatro Marcello e a Luigi Petroselli. Situada numa das igrejas mais conhecidas do centro de Roma (Santa Maria in Cosmedin), a “Boca da Verdade” é parte de uma fonte romana mais antiga datada do séc I d.C. Diz a lenda que a fonte comia as mãos dos mentirosos que as colocavam ali. A maior parte dos romanos, porém, considera que a Bocca della Verità representa o próprio deus Tibre.

Bocca della Verità

Depois, é só rumar à ponte Fabricio para chegar à Isola Tiberina. Particularmente, achei a ilha perdida no meio do rio um verdadeiramente encanto. É super romântico. Parece um pedaço de terra desgarrado das duas margens caído do céu e ligado ao resto do mundo por duas pontes. Na ilha propriamente dita não há muito para visitar: um café aqui, uma farmácia acolá, carabinieri e pouco mais. O mais interessante será mesmo percorrer a isola a pé, paredes-meias com o Tibre. Sempre dá para respirar de alívio do trânsito caótico da cidade. E o percurso nem demora assim muito: uns 20/30 minutos.

Isola Tiberina

Eu, na Isola Tiberina

Continuando pela margem do Tibre, a oposta ao boémio bairro de Trastevere (que não cheguei a conhecer por falta de tempo), chegamos ao Castelo Sant’Angelo, que achei, de uma forma resumida, uma desilusão. Ok, a arquitectura do castelo é completamente distinta das construções que tenho aqui em Portugal, mas achei que o espaço peca pela simplicidade. Só se safa mesmo pela linda vista sobre o Vaticano, de que falarei mais à frente no Desporto: Viajar. Sant’Angelo é uma estrutura circular maciça, concebida por Adriano em 123-39, e está ligada por um aqueduto ao Vaticano. Foi mesmo o castelo papal durante um milénio. Actualmente tem ainda alguns aposentos papais decorados com frescos abertos ao público, bem como uma pequena coleção de armas e armaduras, desde a era Etrusca até ao séc. XX. A entrada é paga: 6 euros.

Perspectiva do Tibre e do castelo e ponte Sant’Angelo

À noite, castelo de Sant’Angelo

Castelo de Sant’Angelo

Mesmo em frente ao castelo está a mais bela ponte de entre todas as pontes que ligam as duas margens de Roma sobre o Tibre: a ponte Sant’Angelo. Mais uma vez, Adriano é o autor de um dos monumentos mais apreciados na visita à cidade. As estátuas de São Pedro e de São Paulo, sobejamente conhecidas e fotografadas na ponte, foram mandadas ali colocar por Clemente VII. Em 1688, porém, Clemente IX pediu a Bernini para desenhar dez anjos com símbolos de paixão.

Em jeito de despedida do Tibre…

Se houver ainda tempo na sua visita, o ideal será visitar Trastevere. É o bairro mais boémio da cidade, com algumas das melhores pizzarias, restaurantes e pubs de Roma. Literalmente, Trastevere significa “Além do Tibre”.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

2 responses to “Roma: vagueando ao lado do rio Tibre”

  1. Irajá Heckmann says :

    Legal!!! Gostei do blog: fotos e descrição clara e objetiva.

    Gostar

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