Cidade do Vaticano: a galeria dos mapas

Depois de conhecer o museu Pio-Clementino, o objectivo passava por chegar à famosa Capela Sixtina. Isso implicava sair do Palácio de Belvedere e rumar ao Palácio Pontifício, não sem antes passar pela Galeria dos Mapas. Completamente apinhada de turistas, a maior parte deles asiáticos, nem tive muito tempo para observar como queria esta parte dos museus Vaticanos. Mas as pinturas murais não deixaram, ainda assim, de surpreender.

Entrada da galeria

Turistas, turistas e mais turistas

Os principais impulsionadores deste projecto e, consequentemente, da sua realização, no séc. XVI, foram o papa Gregorio XIII, o pintor António Danti e o geógrafo e matemático Ignazio Danti. O costume de decorar as paredes dos edifícios monumentais com representações de mapas remonta à época da Roma antiga, continuando posteriormente na época medieval. Esta galeria do Vaticano viria, ainda assim, a reivindicar uma indiscutível originalidade, dadas as suas dimensões consideráveis e tendo ainda em conta a ideia de distribuir estes mapas de Itália e dos bens da Igreja em torno das suas paredes. O objectivo era ter um modelo verdadeiro único e tridimensional da península italiana inteira. Assim, na esquerda da galeria poderão ser vistos mapas das regiões banhadas pelo mar Adriático, enquanto na direita as banhadas pelo mar Tirreno.

Mapa da Lázio meridional, Danti

Mapa de Roma, Danti

Em cada uma destas representações, vão surgindo lugares habitados, os aglomerados urbanos com funções politicas, militares, económicas ou religiosas. Estes últimos têm, frequentemente, um símbolo de uma cruz a identificá-los. Fundos paisagísticos e plantas de cidades compõem o cenário. No total, Ignazio Danti viria a preparar 40 mapas de Itália, cuja colocação nas paredes foi estudada de forma prévia e minuciosa com os outros dois impulsionadores do espaço.

Mapa de Civitavecchia, Danti

Mapa de Itália, Danti

À medida que este ia sendo desenvolvido, a Torre dos Ventos, situada ali bem próxima, mas cuja visita não é possível, também ia ganhando vida. Os seus criadores foram os mesmos da Galeria dos Mapas, pelo que esta torre, que pode ser vista do Pátio da Pinha, deve ser considerada como indissociável da representação de toda a Itália nas suas paredes.

Pátio da Pinha

Nota: Algumas fotos dos mapas não têm a qualidade que desejaria. A iluminação não era a ideal, o tempo que tive não foi muito, os mapas tinham dimensões gigantescas e a quantidade de turistas era algo assustadora. Até ao próximo post, sobre o Palácio Pontifício.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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