Cidade do Vaticano: Pinacoteca, pintura italiana em oito séculos

A pinacoteca vaticana também merece uma visita demorada durante a passagem pelos museus vaticanos. E os argumentos são mais do que muitos. Para quem gosta de arte e cultura é um prato cheio. Além de uma réplica logo à entrada, em mármore, da Pietà, de Miguel Ângelo, que eu pensei que fosse a verdadeira (ignorante eu na altura, han), a pinacoteca tem algumas das obras mais importantes de Perugino, Rafael, Caravaggio ou Bernini. Na verdade, o espólio é tão grande que estes grandes vultos da cultura e arte mundial têm uma sala só para si na pinacoteca vaticana.

Entrada da pinacoteca | D.R.

Falsa Pietà

A falsa Pietà de Miguel Ângelo, entrada da pinacoteca

Na verdade, a pinacoteca vaticana é “apenas” uma galeria especial dedicada aos 800 anos de evolução da pintura, desde o séc. XII ao XIX. A colecção da pinacoteca é bastante antiga. O pontapé inicial para a sua criação foi dado pelo papa Pio VI que conseguiu reunir 118 quadros de que havia gostado. 20 anos mais tarde, contudo, Napoleão Bonaparte invadiu a Itália e levou muitas destas obras de arte para o Louvre, em Paris. As mesmas viriam a ser devolvidas à sua terra natal com a queda do imperador. A colecção foi, posteriormente, crescendo, até dar origem à Pinacoteca Vaticana, que haveria de ser inaugurada em Outubro de 1932 pela mão do papa Pio XI. O pontífice queria dar às obras-primas as melhores condições de exposição e de visitação. E conseguiu-o.

Uma das salas da Pinacoteca Vaticana | D.R.

Vista para os jardins do Vaticano | D.R.

No total, são 460 os quadros que poderão ser visitados na pinacoteca, ao longo de 18 salas que seguem critérios arqueológicos e movimentos artísticos. Além dos quadros, é de realçar a sala dos esboços de Bernini, com trabalhos em mármore e outros materiais, a sala dos ícones e da numismática. Pelos nomes em questão, merecem destaque as salas de Perugino (sécs. XV e XVI), de Rafael (XVI), de Leonardo da Vinci (XV e XVI), de Caravaggio (XVII) e de Bernini (também do séc. XVII). As fotografias são permitidas, desde que sem flash. Durante a visita, não deixe de ver estas grandes obras-primas:

“A Virgem com o menino e os santos…”, Perugino, sala Perugino, D.R.

“Transfiguração”, Rafael, sala Rafael, D.R.

“São Jerónimo”, Leonardo da Vinci, sala Leonardo, D.R.

“A deposição de Cristo”, Caravaggio, sala Caravaggio, D.R.

“Esboço de Anjo”, Bernini, sala Bernini, D.R.

Os próximos dois posts do Desporto: Viajar fecham a aventura de um dia (é, um dia apenas de visita) ao Vaticano. A praça, basílica e cúpula de São Pedro estarão em destaque no próximo post, enquanto o Museu Artístico do Tesouro do São Pedro vai puxar para si as atenções da entrada seguinte. Até lá.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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