Cidade do Vaticano: Praça e Basílica de São Pedro, casa de milhões de fiéis

Depois de ter passado a manhã em visita aos museus vaticanos e de ter almoçado no complexo, tal como descrevi nos posts anteriores, circundei as muralhas do Vaticano em passo apressado para chegar à praça de São Pedro, casa das multidões de fiéis que afluem para ter a bênção do Papa, para saber quem é o novo pontífice ou, simplesmente, para desfrutar do magnífico trabalho de Bernini. Era um corrupio de gente na zona, turistas que faziam o mesmo percurso do que eu, outros o sentido inverso… Tal como o Coliseu, sabemos que esta ou aquela pessoa esteve em Roma e/ou no Vaticano caso uma dada foto seja tirada nesta magnífica piazza. E ela é mesmo, mesmo magnífica.

Perspectiva geral da praça e Basílica de São Pedro

Sim, eu estive lá!

A praça de São Pedro é caracterizada pela sua gigantesca colunata, obra de Bernini tal como já referi, e tem quase 200 metros. 196 para ser mais preciso. O formato da colunata, em elipse, parece querer abraçar os fiéis que chegam ao local. Infelizmente, o efeito já não é o inicial, uma vez que Mussolini teve a triste ideia de demolir os bairros medievais outrora existentes para dar lugar à pomposa Via della Conciliazione. Voltando à praça, a perfeição da elipse é, aliás, confirmada pela ilusão óptica das colunas que desaparecem da vista quando observados de alguns pontos estratégicos, nomeadamente os discos de mámore entre o obelisco do centro da praça (esculpido em Alexandria, no Egipto, no séc. I a.C. para um prefeito romano) e cada uma das fontes: a de Bernini à esquerda e de Fontana à direita.

Prestes a entrar na Basílica de São Pedro

Olhando a Basílica de São Pedro de frente, a entrada faz-se por um corredor à direita da praça. Há que ter cuidado com aquilo que se leva vestido, evitando ter as pernas ou os ombros à mostra. A Basílica de São Pedro, cuja entrada é gratuita, fica aberta diariamente das 7h às 19h de Abril a Setembro e das 8h às 17h de Outubro a Março. E nem é preciso andar muito em frente assim que cruzamos a soleira da porta da basílica para ficarmos fascinados. É que logo à direita temos a Pietà, de Miguel Ângelo, mas desta vez a versão original. Infelizmente, a obra-prima está longe do alcance dos turistas desde 1972, altura em que um homem, que dizia ser Jesus Cristo, atacou a obra com um martelo, danificando o nariz e os dedos da virgem.

A Pietà, a verdadeira

Passados os pilares centrais e o Museu Histórico de São Pedro, cuja localização se encontra à esquerda dentro da basílica e de que falarei um pouco mais no próximo post do Desporto: Viajar, é de salientar a estátua de são Pedro, o monumento a Alexandre VII, uma das últimas obras de Bernini, a cripta, que contempla muitos dos monumentos da basílica medieval, o baldaquino do altar, também ele de Bernini, e a abside da basílica. Mas, tal como era meu desejo, o objectivo não se esgotava apenas nas horas que passei a contemplar cada detalhe do interior da Basílica de São Pedro. Acho que se lá voltasse ano após ano, conseguiria arranjar maneira de me surpreender. Já tudo foi escrito sobre a espectacularidade desta casa-mãe de fiéis de todo o mundo e eu subscrevo em baixo.

A majestosa entrada

Depois de entrar..

Detalhes que impressionam

Mais uma obra-prima de Bernini

Baldaquino do altar

Mas, como o tempo, voou nessa tarde, era chegado o momento de subir à cúpula de São Pedro. Só a cúpula à parte já dava para escrever uma entrada aqui no blogue. Projectada por Miguel Ângelo, tem cerca de 42 metros de diâmetro e está em deferência com a do Panteão, ligeiramente maior. A subida até metade do percurso pode ser feita subindo os degraus ou indo de elevador. No primeiro caso, a entrada custa 5€, no segundo 7€. Seja qual for a maneira escolhida, não há forma de escapar aos 330 degraus finais que dão acesso ao zimbório, a 132 metros de altura, com vistas magníficas da cidade. A subida é muito íngreme e poderemos chegar lá acima verdadeiramente desfeitos, tendo em conta a posição em que andamos. A foto abaixo descreve a maneira como a subida é feita.

A cúpula… Vamos lá acima?

A meio do caminho da subida…

A difícil subida à cúpula

As outras fotografias são da bela Roma, no alto da cúpula da Basílica de São Pedro. E, aqui, as palavras são substituídas por um turbilhão de sensações, prontas a absorver o máximo de uma experiência que foi e continuará a ser única para cada um de nós. Para mim, foi!

O Vaticano e Roma aos meus braços.

Até à próxima, que espero que seja em breve.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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