Egito: Vou ou não vou? Ainda bem que eu fui!

Conhecer o Egito era um dos meus objectivos de vida. Não esperava, porém, conseguir realizá-lo já nesta tenra idade de 25 anos e atendendo às circunstâncias que Portugal e o resto do mundo atravessam. Feito o balanço final, não trocaria esta viagem e esta experiência de vida por nenhuma outra. O Egito é um país encantador e cheio de história, mas que choca culturalmente e que vive actualmente num grande turbilhão de incertezas quanto ao seu futuro, depois da saída de Mubarak do poder.

Mas, vamos por partes. Este ano, as únicas férias que tinha em conjunto com a pessoa que tradicionalmente viaja comigo seriam em Novembro, mês normalmente atípico para irmos visitar o norte da Europa. Tínhamos passado pela experiência Roma em Fevereiro passado e confirmámos que resistimos mal ao frio. Descartámos esta possibilidade e voltámo-nos para outros destinos, como Nova Iorque, Turquia, Índia, Egito e outros de praia. A lista foi encurtando e sobraram a Índia e o Egito. Mas uma viagem para a Índia nesta conjuntura de austeridade que o país atravessa era um passo muito em falso. A viagem, praticamente, era o dobro das simulações que havíamos feito se fôssemos ao Egito. E, bem, Novembro é um excelente mês para conhecer os dois países, já que as temperaturas são mais amenas do que no resto do ano. Ainda assim, lidei quase com 40 graus no sul do Egito… Nem quero imaginar no resto do ano!

O processo de escolha deste país foi, aliás, muito fácil. Vimos imensos programas na Internet, mas houve um que nos interessou mais do que todos os outros por dois motivos: os preços eram muito atraentes na categoria 4* Superior ou na de 5* (o que aconselham caso viajemos para este país) e o programa Tudo Incluído oferecido pela Image Tours ainda disponibilizava uma viagem aos templos de Abu Simbel, salvos pela Unesco de ficarem submergidos e perdidos para sempre aquando da construção da Grande Barragem de Assuão e do lago Nasser, no sul do Egito, próximo da fronteira com o Sudão.

O nosso circuito, “O Melhor do Egito”, em PDF

Mas, além do medo de que a situação política no país não estivesse estabilizada, tendo em conta que só passaram dois anos desde a queda de Mubarak e atendendo a que as revoltas nos países árabes ainda não terminaram, as próprias agências em Portugal desaconselham a visita ao país neste momento. A Geostar, com a qual tradicionalmente trabalhava, não se quis comprometer e, como tal, tivemos de procurar uma outra agência para conseguirmos embarcar no programa da Image Tours. Optámos pela Top Atlântico, que alertou-nos para o blá blá de sempre, mas que, ainda assim, nos deu total suporte, ajuda e garantia.

A revolta contra Mubarak | D.R.

Também a receita da austeridade em Portugal, que se promete agravar já em 2013 e nos anos seguintes, me fez pensar seriamente se esta seria a altura certa para fazer uma viagem destas. Apesar de os preços terem descido consideravelmente, a viagem ainda acarretaria alguns custos. Mas quem ama viajar, como eu, opta por fazer o mesmo: vai mesmo assim viajar. Julgo que a minha decisão foi sábia, mesmo sabendo que a saúde do país inspira cuidados e melhores dias.

Com o pacote comprado, só nos restou uma dúvida. Tinha curiosidade em conhecer as pirâmides de Sakkara e Dashur, tão desertas e desconhecidas dos turistas em geral, e de ir um dia à famosa Alexandria, mas o circuito adquirido não incluía estas visitas. A decisão foi ampliar a visita ao Egito de 8 para 10 dias, comprando um hotel pelo Booking para acautelar essas duas noites extra e contratualizar essas visitas com motoristas e agências de turismo na Internet. E tudo isso acabou por dar certo. Mais uma sábia decisão de que falarei à frente no Desporto: Viajar.

Mapa do Egito | D.R.

O circuito tinha, apenas, uma desvantagem: iniciava em Madrid ou Barcelona, pelo que nos obrigava a apanhar um voo de ligação de Lisboa até uma destas cidades. Optámos pela low cost Easyjet, que sempre me meteu medo tendo em conta as excessivas alegadas burocracias na altura de fazer os check-ins e a fama de não ser tão segura como as demais. Balelas. Nada disso acabou por me transparecer no final.

E com as passagens todas na mão, os vouchers e os itinerários totalmente feitos, só faltava mesmo embarcar para os 10 dias no Egito. E é isso que vamos fazer a partir de agora. Conto consigo para partilhar esta que foi uma das minhas grandes experiências de vida, numa viagem marcada pela realização de sonhos e por choques culturais. Vamos a isso.

Anúncios

About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: