Museus de Barcelona: Cerâmica, têxtil e indumentária

bruno 397

Fachada do Palau Reial de Pedralbes, Barcelona

As visitas aos Museus da Cerâmica e do Têxtil e da Indumentária, os dois situados em pleno Palácio Real de Pedralbes quando os visitei, são, talvez, aquelas de que mais me arrependo de ter visto durante a visita a Barcelona. Por um motivo simples: os dois espaços museológicos poderiam ser vistos em qualquer cidade portuguesa ou metrópole internacional, não tendo algo que caracterize o local que visitamos e do qual queremos saber mais. A somar a isso há dois factores: os museus ficavam num dos extremos da cidade e, como tal, o passeio de metro até lá foi enorme e os funcionários não foram muito simpáticos connosco. Chegámos uma hora e meia antes de ambos fecharem e, pontualmente, à hora de saída expulsaram-nos do local sem grandes contemplações. Pelo menos, fica aqui agora o relato a desaconselhar a ida aos dois espaços.

Vamos por partes, ainda assim.

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A minha cara de enjoo à entrada dos museus…

Museu da Cerâmica:

Este museu foi fundado em 1966 e transferido para o Palau Reaial de Pedralbes em 1990. O edifício que o albergava foi erguido num enorme espaço verde e serviu de residência oficial da realeza entre 1922 e 1924.

A colecção permanente do local exibia peças de cerâmica de toda a Espanha escolhidas pela sua singularidade e pelo seu mérito artístico. Destacavam-se principalmente as do período Mudéjar, da Espanha-Mourisca, da época do Ouro e peças que lembravam bastante o estilo Rococó.

Colecção permanente do Museu da Cerâmica | D.R.

A visita desenrolava-se ao longo de 18 salas. A primeira tinha expostas peças de cerâmica da época dos Califas e do período Mudéjar, dos sécs. X e XV. Havia cerâmica da Catalunha e, particularmente, da cidade de Barcelona em destaque nas salas 8 a 10 da exposição permanente. Já as últimas três salas (16 a 18) exibiam peças de cerâmica que abrangiam a época do Modernismo e a actual contemporaneidade.

Museu do Têxtil e da Indumentária:

Paredes-meias com o museu da Cerâmica, estava o do têxtil e da indumentária. Este então teve a “proeza” de não me conseguir prender nada da minha atenção. Mas, para as mulheres, a visita ao local pode acabar por se revelar um autêntico prato cheio.

A colecção permanente, aquela que muito despachadamente conseguimos ver, intitulava-se “O corpo vestido” e explicava a maneira como o vestido mudava a imagem do corpo, desde o séc. XVI até à actualidade, mediante técnicas que o podiam ajudar a comprimir ou libertar, a ampliar e a reduzir, a alargar e a perfilar e, ainda, a destapar.

Colecção permanente do Museu do Têxtil e Indumentária | D.R.

A visita passava por diversas zonas que mostravam não só como os cavaleiros e cortesãos se vestiam entre os anos de 1550 e 1789, mas também a libertação do corpo operada desde esse período, a deformação introduzida pelas roupas dos burgueses que viveram entre 1825 e 1910, a distorção corporal operada nas passarelas, o período “Peace & Love” que punha em evidência as nossas formas corporais e, por fim, o período actual, descrito como aquele “que envolve e abraça o corpo”.

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Arghhhhhhh, um tédio absoluto. De cada vez que me lembro que tinha de escrever este post nesta série sobre Barcelona, dava-me calafrios. Um tédio. Para piorar o meu sentimento, não era permitido fotografar no interior. Enfim, não aconselho a ninguém a visita a estes dois museus, a menos que sejam realmente aficionados pelos temas em questão. Serviu para aprender que no estrangeiro, e mesmo em Portugal, só merecem ser vistos museus que dignifiquem o lugar e que nos ajudem a saber bem mais da sua cultura e/ou história.

E foi isso que incluímos na nossa visita à zona de Montjuic, matéria do próximo post no Desporto: Viajar, quando visitámos, entre outras coisas, os excelentes Museu Nacional d’Art de Catalunya, a espectacular Fundació Joan Miró e, também, o grande Museu d’Història de Catalunya. E é essa visita até Montjuic que vou relatar no próximo post aqui no Desporto: Viajar. Até lá.

Informações úteis:

  • Ambos os museus localizavam-se no Palau Real de Pedralbes, facilmente acessível de metro pela L3, saída Palau Reial;

  • Os dois museus estavam abertos ao público todas as 3ªs a Domingos das 10h às 18 horas;
  • As colecções, entretanto, foram transferidas do local podendo ser em breve reencontradas no novo edifício Disseny Hub Barcelona, localizado na praça Les Glòries, que só reabrirá ao público durante o próximo ano. Para lá chegar, basta apanhar a L1 do metro de Barcelona e sair na estação Glòries.

NOTA: Para ver tudo o que já foi publicado sobre Barcelona, clique aqui.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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