Barcelona: Dicas a Reter

A série sobre Barcelona demorou bem mais tempo do que eu previa a ser toda colocada aqui no Desporto: Viajar. Os leitores mais assíduos perceberam, entretanto, as razões da demora. De qualquer das formas, antes de iniciar os relatos sobre uma pequena viagem que fiz ao Porto recentemente queria concluir a série catalã com as tradicionais Dicas a Reter. E fica, desde já, a promessa de que depois de terminados os relatos sobre a Invicta virá a série prometida sobre Madrid e as cidades maravilhosas que florescem do chão nos seus arredores. Mas vamos ao que interessa.

Como organizar uma visita a Barcelona:
Acho escusado comprar um pacote de viagem numa qualquer agência de viagem. A diversidade de informação na Internet sobre a cidade é tanta que fica bem mais barato organizar por si uma viagem até à capital da Catalunha. De qualquer modo, a melhor dica para organizar a sua visita é pesquisar em blogues e outros sites na Net, por vezes, com dicas de locais que os tradicionais pacotes de agência de viagem não vendem. Procurar alojamento é fácil se saber onde se quer instalar e perto de onde. Basta consultar o Booking.com e reservar estadia online. Andar de transportes também é fácil, bem como usar o transfer entre o aeroporto e o centro da cidade. Basta fazer o dever de casa atempadamente, ou seja, conheça bem o sistema de transportes públicos de Barcelona. Um bom planeamento e estudo é mais de meio caminho andado para tudo correr bem lá fora.

O avião TAP que me levou em Novembro de 2011

Como chegar a Barcelona:
Vou puxar a brasa à minha sardinha. A TAP opera diariamente três voos diários para a cidade desde Lisboa, aos quais devem ser tidos em conta também os outros três operados desde a capital portuguesa pela Portugália. Do Porto também há voos directos operados pela companhia aérea de bandeira nacional. Há ainda voos operados directamente pela Ibéria e pela low cost Vueling. A Easyjet e a Ryanair não voam directamente entre as duas cidades. Se provém do Brasil, a melhor maneira de chegar à cidade desde São Paulo é apanhar o voo directo operado pela Singapore Airlines ou fazer escala em Lisboa e/ou Porto com a TAP.

Quando viajar:
Todas as alturas do ano são boas para viajar para Barcelona. O Inverno na cidade é pouco rigoroso com temperaturas médias a oscilarem entre os 3 e os 15 graus. Culpa do clima temperadamente marítimo e da influência exercida pelo Mediterrâneo. Já no Verão as temperaturas ultrapassam diária ou frequentemente os 30 graus. Se não gosta de muito frio ou de muito calor, as estações da Primavera (entre meio de Março e meio de Junho) e do Outono (meio de Setembro e meio de Dezembro) são as mais ideais. Espere grandes multidões de turistas o ano todo.

A loucura nas Ramblas

Requisitos para entrar em Barcelona:
Para quem é cidadão da UE, não precisa de visto nem de passaporte para aterrar em Barcelona. Se provém de um país terceiro convém verificar a lista dos países cujos cidadãos não estejam isentos de visto. Tradicionalmente, basta apenas o bilhete de identidade ou na ausência deste o passaporte.

Línguas faladas:
Além do catalão e do castelhano, que se entrelaçam em todo o lado, é frequente os locais falarem inglês, francês e até um pouco de outras línguas, designadamente o português, o italiano, o russo, entre outras.

Eu junto à bandeira da Catalunha, um dos símbolos maiores da tentativa de independência da região face a Espanha

Instalações eléctricas:
A corrente eléctrica em Espanha é de 220 volts. Em alguns edifícios mais antigos, esta pode ser, contudo, de 125 volts. As fichas têm dois pernos redondos.

Hora legal:
Em Barcelona, adiante o relógio uma hora face ao fuso horário português. Exemplo: se forem 14h da tarde em Portugal, em Barcelona serão 15h.

Condições de segurança:
Tal como em todas as grandes cidades europeias e/ou mundiais convém estar constantemente alerta para os carteiristas, hábeis na arte de surripiar sem serem notados. Peremptório redobrar a atenção em zonas mais agitadas, como as Ramblas, por exemplo. Atenção aos golpistas no metro. É seguro andar à noite na cidade, embora deva tradicionalmente evitar zonas com pouca ou nenhuma iluminação.

Emergências:
O número telefónico espanhol para emergências é o 112. Se quiser contactar a polícia nacional, faça-o através do número 091. O número 092 conecta-o à Guàrdia Urbana. O 061 chama as ambulâncias da cidade e o 080 os bombeiros locais.

Moeda local:
A moeda local é o Euro. Existem imensas caixas multibanco na cidade onde pode facilmente levantar dinheiro. Casas de câmbio também proliferam por ali.

Transportes:
Barcelona é uma cidade extremamente bem servida de transportes públicos. Do aeroporto ao centro da cidade, e vice-versa, pode apanhar o comboio que liga diariamente os dois pontos. Na própria cidade, pode usar com facilidade o metro, os autocarros e comboios urbanos, ou, eventualmente, o teleférico e o funicular, este último para aceder a Montjuic e a Tibidabo. É tudo facilmente perceptível com um mapa à frente. Não há falta de informações por ali. Também existem bicicletas para alugar para dar uma volta na cidade e os autocarros Hop-On Hop-Off, que permitem ao turista conhecer Barcelona, entrando e descendo ao longo do percurso as vezes que quiserem durante os dias do bilhete que compraram.

Rede de transportes de Barcelona, Janeiro 2012 | D.R.

Gastronomia:
Em Barcelona, tal como no resto de Espanha, come-se tradicionalmente tarde. Os almoços começam a ser dados a partir das 13h e prolongam-se com facilidade até às 16h. Já os jantares, das 21h em diante. A cozinha catalã é conhecida por ser uma cozinha de mercado e não há melhor lugar para se familiarizar com a culinária local do que o Mercat de Boquería, em plena Rambla. Mas se vai a Barcelona é imperdoável não provar, entre outras, as tapas, o gaspacho, a paella valenciana e a crema catalana (leite-creme), que reina nas sobremesas.

Huevos Cabreaos, gastronomia típica da cidade | D.R.

O que visitar:

Parc Guell

La Pedrera

Sagrada Família, Março de 2014

Fundació Joan Miró

Port Vell

Vistas desde Tibidabo

  • Nos arredores de Barcelona: a cidade medieval de Girona, Tarragona, os mosteiros de Montserrat e Poblet, o castelo de Cardona, entre vários outros.

O que comprar:
Cerâmicas catalãs e espanholas, caçarolas tradicionais, azulejos coloridos, bibliografia vasta a falar de Picasso, Gaudí, Dalí ou Miró, charutos Havana, alpergatas de estilo catalão, jamón español, roupa de estilistas renomados como Adolfo Dominguez, etc…

E é isto.

BOA VIAGEM

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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