Paris, com gosto de quero muito mais

Já tinha estado em Paris a trabalho por diversas vezes, apenas nos arredores da cidade. No entanto, com uma estadia de duas noites e um dia em Paris era impensável não ir conhecer o centro da cidade. Nem que fosse uma ínfima parte deste. E assim foi. Depois de ter apanhado a linha 6 do metro parisiense, desde a estação Denfert Rochereau até à Charles de Gaulle Étoile, vi pela primeira vez um dos monumentos que sempre tive mais curiosidade de conhecer em Paris: o Arco do Triunfo.

Arco do Triunfo, Paris

Arco do Triunfo, Paris

Apesar do tempo nublado e de alguma chuva persistente, não pude deixar de perceber desde já o porquê de a zona dos Champs-Élysées e Invalides ser uma área de grandiosos monumentos. E monumentalidade é aquilo que melhor adjectivará o Arco do Triunfo. Este arco, ‘encomendado’ por Napoleão Bonaparte para comemorar as suas vitórias no século XVII, tem mais de 50 metros de altura e está completamente ornamentado com relevos e esculturas. Não subi à plataforma que deve oferecer vistas fascinantes sobre a capital francesa.

Início da Avenida dos Champs Élysées, aqui ainda com chuva

Início da Avenida dos Champs Élysées, aqui ainda com chuva

Como a chuvinha persistente não dava tréguas, decidimos, eu e os colegas/amigos que me acompanhavam, descer a Avenue des Champs-Élysées para almoçar. Um daqueles almoços ajantarados, já que são comidos tão tarde que acabam por fazer de conta que equivalem a duas grandes refeições. Num passe de mágica, a chuva persistente do início do passeio deu lugar a um sol estonteante que iluminou o nosso final de tarde.

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Ave. Champs Élysées I

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Ave. Champs Élysées II

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Ave. Champs Élysées III

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Ave. Champs Élysées IV

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Ave. Champs Élysées V

Depois do almoço, deambulámos sem rumo pela grandiosa avenida dos Campos Elísios. A imponente avenida, que tem aproximadamente 3 quilómetros, começa no Arco do Triunfo e termina no Louvre, passando pela Place de la Concorde. Impressiona o manancial de cafés e restaurantes do local, ensaduíchados por um sem fim de lojas de griffe mundial que devem pagar imensas onças de ouro para ali terem os seus espaços. Esta avenida é uma das artérias mais importantes da cidade e naquele dia, tal como em todos os outros, estava cheia de tráfego e de turistas.

Aproveitámos, enquanto passávamos pela avenida, para entrar numa loja-museu da Renault onde pude apreciar estas belezuras:

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Belezuras Renault I

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Belezuras Renault II

Já com a tarde a acabar, cruzámos a Avenue Montaigne com a Torre Eiffel como destino. Finalmente a Torre Eiffel. Ia ver a Torre Eiffel ao vivo e a cores pela primeira vez na vida. Sobre a Pont de l’Alma tive pela primeira vez essa visão inesquecível. Eu ali, diante da Torre Eiffel ao fundo e a contemplar também o Sena com a sua infinidade de pontes e de barcos repletos de turistas. Ainda consegui vislumbrar ao longe as torres da catedral de Notre Dame na Ile de la Cité. Um roteiro que ficará, certamente, para uma segunda vez em Paris.

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O Sena 🙂

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Lindo de morrer

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A Torre Eiffel, finalmente

Findado o período contemplativo, seguimos pela Avenue Gustave Eiffel até aos pilares da torre com o mesmo nome. Fiquei sem palavras. Ainda assim percebo porque é que esta se tornou num ex-libris que rapidamente só associamos a Paris. É única. Imponente, avassaladora, inesquecível. No local, um sem fim de turistas aglomerava-se debaixo dos quatro pilares da torre esperando alguns bons minutos na fila para subir a um dos três andares da torre. Eu não subi porque não tive tempo e fiquei com pena. Mas é mais um motivo que me fará regressar a Paris e à Torre Eiffel, mais concretamente.

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Ei-la de perto

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Eu e a Torre Eiffel

A torre foi construída para a Exposição Universal de 1889, tendo um carácter temporário. Este viria contudo a tornar-se definitivo lançando ainda mais Paris para a ribalta na época. Até 1931 foi a construção mais alta do mundo, quando foi ultrapassada pelo Empire State Building, em Nova Iorque. Como referi, os turistas podem subir a um dos três andares da torre (o primeiro a 57 m.de altura, o segundo a 115 e o terceiro a 276 metros), tendo algumas das visões mais bonitas e panorâmicas de toda a cidade. Destaca-se também o busto de Eiffel, colocado sob a torre em 1929.

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Imponente

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Única

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Inesquecível

Estive ali imenso tempo a contemplar a Torre Eiffel. A ver o movimento das pessoas. O frenesim de várias outras. A excitação dos turistas. Uma loucura saudável partilhada por todos. E pensar que este dia em Paris foi apenas o começo do desbravar de uma cidade que me deixou com gosto de quero muito mais…

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

2 responses to “Paris, com gosto de quero muito mais”

  1. Arnóbio Neto says :

    Que legal, Bruno!
    Lembro do impacto que tive ao ver a Torre Eiffel pela primeira vez. Aliás, Paris toda nos impressiona e tem muita coisa para fazer e ver. Com certeza terás que voltar logo e conhecer tudo detalhadamente!
    Um abraço

    Gostar

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