Madrid: De Barajas à Puerta del Sol

O tempo voa literalmente. Já lá vão mais de 15 meses desde que coloquei pela primeira vez os pés na cidade de Madrid. Ah, a bela capital espanhola que me encantou ao primeiro olhar. Saudade da sua agitação nocturna, dos seus arredores polvilhados de cidades ávidas para serem descobertas… Ainda não era eu comissário de bordo e já me tinha apaixonado pela movida daquela ciudad. Na altura, em Abril de 2013, foram 9 os dias que decidi ficar por Madrid, em férias. Mas nem todo esse tempo foi dedicado à cidade. Na verdade, a distribuição desses dias nem foi feita irmãmente: desse tempo todo, apenas 3,5 dias foram passados mesmo em Madrid. Os restantes foram sendo distribuídos ao longo de cidades como Toledo, Ávila, Segóvia, Aranjuez, Cuenca ou San Lorenzo de El Escorial

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O ‘Aranjuez’, o A321 da Ibéria que me levou até Madrid

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Tempo feio e um Tejo cinzento a dar os bons-dias

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Cabine do A321 da Ibéria, sem serviço a bordo entre Lisboa e Madrid

Madrid surgiu-nos, na altura, como uma alternativa baratinha ao roteiro Munique-Salzburgo-Viena-Bratislava que eu e ela queríamos fazer. E que vamos, certamente, ainda concretizar. Esse roteiro, por sua vez, também já tinha sido o plano B de uma Tailândia adiada agora para 2015. Foi com esse espírito de ‘desilusão’ que na altura comprei os nossos bilhetes pela Ibéria, para realizar os meros 55 minutos de avião que separam Lisboa da capital espanhola. Sabia a pouco tudo aquilo, tendo em conta o que havíamos visto, aquilo que ficou adiado uma vez mais. No fim das contas, julgo que ficámos a ganhar. Poupámos de facto um bom dinheiro, revi sítios que já conhecia e aprendi a gostar de Madrid. Ao ponto de já ter trocado estadias noutras cidades europeias por Madrid, a trabalho na TAP.

T4, Barajas, Madrid

T4, zona da recolha de bagagens, Barajas, Madrid

Optámos na altura pela Ibéria por ser a que oferecia os melhores preços de viagem: meros 82 euros a ida e a volta. Era menos do que a EasyJet, a própria TAP ou a Air Europa. Nessa terça-feira, descolámos às 11h da manhã de Lisboa rumo à capital espanhola. Já sabia que no aeroporto de Barajas iríamos parar ao Terminal 4, o usado pelo grupo IAG, ou seja, partilhado pela Ibéria, British Airways e Vueling. Era um terminal diferente do usado no ano antes quando, em trânsito, vim de Lisboa e ali parei para apanhar o voo da Egyptair para o Cairo. O terminal da Ibéria, com certeza, deixa os outros todos no chinelo. Moderno, eficiente na clareza com que as informações ali são transmitidas, mas com um pequeno senão: um duty free shop meio miserável…

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Metro de Madrid I

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Metro de Madrid II

Já sabíamos que para chegar até ao nosso hotel, junto à Puerta del Sol, bem no centro da cidade de Madrid, teríamos de trocar 2 vezes de metro. Assim, apanhámos o metro na estação Aeropuerto T4, linha 8, e mudámos para a linha 10 na estação Nuevos Ministérios. Daí andámos mais três estações, até ao Tribunal, para apanharmos, finalmente, a linha 1 até à estação Sol (actualmente, esta chama-se Vodafone Sol)…

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Hola, Puerta del Sol

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Puerta del Sol

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Puerta del Sol

A Puerta del Sol pareceu-me barulhenta, com muito trânsito, polícia e turistas. Um emaranhado de gente que explica o porquê de esta ser mesmo a zona do centro da cidade. A praça demarca, simultaneamente, aquela que é a zona antiga da cidade, onde antes havia uma porta e um castelo há muito desaparecidos. A praça tem a forma de uma meia-lua e, na altura, encontrava-se praticamente semi-coberta por tapumes e andaimes.

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Subindo a Calle de Alcalá

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Quase a chegar à Echegaray

Foi só percorrermos a Calle de Alcalá por aí acima que demos praticamente com a rua Echegaray, onde o nosso hotel para as próximas 8 noites nos aguardava: o hotel Santander. A reserva, mais uma vez, havia sido feita pelo Booking. A localização soberba deste hotel, em pleno centro de Madrid, faz dele uma opção barata e válida a ter em conta para quem ambiciona ficar na cidade. Actualmente, o Santander tem uma classificação de 8 em 10 pontos possíveis, atribuída pelos usuários do Booking. A pontuação obtida coloca-o na categoria ‘óptimo’.

Para mim, contudo, a opinião não é a mesma. Logo na primeira noite, ficámos instalados num quarto onde a canalização era tão, mas tão velha que ouvíamos os pingos da água a escorrer toda a noite. O barulho foi de tal modo incomodativo que a meio da noite desci à recepção exigindo uma mudança imediata de quarto. Seriam, afinal, 8 noites ali instalados e era impensável ouvir aquilo durante todo esse tempo. Acederam à nossa exigência não sem antes o sujeitinho asqueroso que lá trabalhava à noite nos ter ‘convidado’ a hospedar noutro hotel se o problema persistisse no novo quarto. Isso não aconteceu, felizmente.

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Quarto do hotel Santander

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Quarto do hotel Santander II

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Recepção do hotel

Também não adquirimos a estadia em regime de pequeno-almoço. Sabíamos de antemão que o Santander não propunha quartos mais esse serviço, mas vimos que a zona estava bem apetrechada de cafetarias, restaurantes e supermercados onde sempre nos íamos abastecer. Já devidamente instalados, partimos à descoberta da Madrid antiga, ansiosos para ver a Catedral de la Almudena e o Palácio Real de Madrid. Isso será tema do próximo post aqui no blogue. Até lá.

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About Desporto: viajar

Jornalista de profissão, devorador de viagens por paixão. Sempre que me quiserem encontrar, vou estar por aí.

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