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Visita rápida ao Museu do Prado

O Museu del Prado, localizado no Paseo del Prado, em Madrid, contém o maior acervo mundial de pintura espanhola, em particular obras de Velázquez e de Goya. O espaço também contém preciosas colecções estrangeiras, particularmente de obras italianas e flamengas, reflectindo o poder da coroa espanhola, bem como o seu domínio no passado sobre o norte de Itália e os Países Baixos. O edifício onde o museu está oficialmente instalado foi concebido por Juan de Villanueva, em estilo neoclássico, em 1785, por ordem de Carlos III. Abriu ao público como museu alguns anos depois, em 1819. A colecção permanente está disposta cronologicamente nos três andares principais. No rés-do-chão, apesar da predominância das exposições temporárias e da escultura, é já possível ver obras-primas de Goya, de Rafael, entre outros. Velázquez domina o primeiro andar, enquanto Goya está novamente presente nos dois andares de cima.

Uma das entradas do Museu do Prado

Uma das entradas do Museu do Prado

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As filas para entrar no Prado

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Estátua de Goya, junto a uma das entradas do museu

Visitei o Museu do Prado em duas horas. À pressa. Poderá ser isto visto como uma blasfémia? Talvez. Mas para quem já tinha pouco tempo para estar em Madrid como eu tinha, as duas horas foram melhor que nada. Valeu o planeamento antecipado da visita que me permitiu entrar no espaço de forma gratuita e ainda ver as 50 obras-primas do museu. Como é que isso foi possível? Eis as dicas principais para não se perder dentro do Prado.

  • É possível não pagar os 14 euros do bilhete oficial e entrar no Prado para ver, ainda que rapidamente, as suas obras-primas. De segunda a sexta-feira, das 18 às 20 horas, as portas do espaço abrem-se aos visitantes durante duas horas sem cobrar nada pela sua visita;
  • Vá cedo porque as filas de espera são certas. Assim evita perder o precioso tempo que tem, somente duas horas, à espera;
  • Assim que chegar ao espaço, junto das bilheteiras, adquira a planta do Museu Nacional do Prado. Escolha a língua que mais lhe convir;
  • Perca cinco minutos e organize a sua visita em redor das salas que mais despertarão a sua curiosidade. Para facilitar esse processo, vá directamente à secção das obras-primas nesse guia e destaque as pinturas dos artistas que pretende ver. Especial atenção para, naturalmente, Goya e Velázquez, mas também para Rembrandt, El Greco, Caravaggio, Rafael, Tiziano ou outros menos conhecidos como Fra Angelico, Van der Weyden e Durer.
  • Já no interior, eis os principais números das salas a reter:

No piso do rés-do-chão, junto das bilheteiras, pode tomar logo contacto com alguma da pintura italiana que compõe o acervo do museu. É nessa ala, na sala 49, que poderá ver a obra-prima de Rafael, ‘O Cardeal’. A secção de pintura italiana do museu, distribuída um pouco pelos três pisos do espaço, abrange desde o primeiro Renascimento, com Fra Angelico ou Botticelli, até ao século XVIII com Tiepolo. Assim, logo ali ao lado, na sala 56B, está ‘A Anunciação’ de Fra Angélico. A pintura flamenga e alemã também se encontram representadas no rés-do-chão, respectivamente, com ‘A descida da cruz’, de Van der Weyden, que se poderá ver na sala 58, e com ‘Adão e Eva’, de Durer, na sala 55B.

‘O Cardeal’, Rafael, D.R.

‘A Anunciação’, Fra Angelico, D.R.

O primeiro piso, por seu lado, contém o miolo das obras-primas do museu do Prado. E muita, mas muita pintura espanhola. É por ali que poderá ser visto, na sala 8B, ‘O cavaleiro com a mão no peito’, de El Greco, e todas as pinturas assinadas por Velázquez, distribuídas pela sala 9A e ao longo das salas 10 a 15. O incrível quadro de ‘As meninas’ domina, por exemplo, toda a sala nº 12. Mas, por ali, também há imensos quadros de Goya, designadamente, ‘A família de Carlos IV’, na sala 32, ‘A Maja nua’, na sala 36, ou ainda o ‘3 de Maio de 1808 em Madrid’, nas salas 64 e 65. Neste piso poderá ainda contactar de novo com obras italianas, de Caravaggio (‘David vencedor de Goliat’, sala 6), Tiepolo (‘Imaculada Conceição’, sala 23) ou Tiziano (‘O imperador Carlos V, a cavalo em Muhlberg’, sala 27). Se for fã de Rembrandt vá directo à sala 16B para ver uma obra-prima do pintor: ‘Judith no banquete de Holofernes’.

‘O cavaleiro com a mão no peito’, El Greco, D.R.

‘As Meninas’, de Velázquez, D.R.

‘O 3 de Maio em Madrid…’, Goya, D.R.

O segundo piso contém ainda alguma pintura espanhola de 1700 a 1800, de onde sobressai ‘O guarda-sol’, de Goya, presente na sala nº 85.

Interior do museu do Prado, D.R.

A pintura espanhola, parte integrante da colecção permanente do Museu del Prado, obedece a um critério cronológico que começa nos murais românicos do século XII e termina com a produção de Goya, já no século XIX. Da colecção, há ainda obras de Ribera, Murillo e outros pintores do chamado Século de Ouro da pintura espanhola. Apesar de estarem reduzidas em número nesta colecção, se comparadas à pintura italiana e flamenga por exemplo, há ainda pinturas britânicas e francesas a salientar. As primeiras, com Gainsborough, Reynolds e Lawrence à cabeça, reflectem a época do esplendor cultural de Inglaterra. Já as francesas, de Poussin e Claude Lorraine, desvendam as relações hispano-francesas durante o século XVII e as aquisições passadas de alguns reis, como Felipe IV ou Felipe V.

  • Para mais informações sobre o museu, favor pesquisar página oficial aqui.

NOTA: Com esta entrada sobre o Museu del Prado termino a série de entradas no blog dedicadas a Madrid. As imagens que constam neste post são retiradas da Internet, devido à impossibilidade de o interior do museu ser fotografado, e como tal os seus direitos são reservados. A partir da próxima semana, uma nova série de entradas tomará o lugar de Madrid. É a vez de Istambul. Até lá.

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