Roma: do Coliseu aos Fóruns Imperiais
É impossível ir a Roma e não ver o Coliseu, uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Mas, comigo, isso foi praticamente o que aconteceu. Infelizmente, os cinco dias que passei em Roma foram os seguintes à vaga de frio que assolou a Europa em Fevereiro passado e que na capital romana tiveram como consequência, entre outras, o fecho do Coliseu aos turistas. Resultado prático: só o vi por fora.
O Coliseu é o dono de Roma: quem olhar para uma foto qualquer, já sabe onde foi tirada. E ele faz justiça ao nome: afinal, trata-se de uma gigantesca estrutura (o anel exterior tem quase 50 metros de altura) e podia albergar quase 50 mil espectadores. Foi neste local que os romanos atingiram o auge da paixão imperial pelos espectáculos sangrentos. O imperador Tito decretou cem dias consecutivos de jogos comemorativos quando inaugurou a mega estrutura, em 80 d.C. Originalmente, o Coliseu chamava-se Anfiteatro Flávio, mas assumiu o nome actual nos sécs. VI ou VII d.C. A entrada era permitida a todos os cidadãos e oferecia espectáculos de todo o tipo: combates de gladiadores, caças de animais selvagens, batalhas navais e outro tipo de espectáculos.
Logo ali ao lado, antes de ter rumado ao Palatino, fiquei deslumbrado com o Arco de Constantino. É o símbolo da vitória de Constantino sobre Maxêncio e está coberto de elementos pagãos tirados de diversos monumentos anteriores, como sejam os belos medalhões com cenas de caça que provinham de um tempo dedicado a Antinoo, o amante do imperador Adriano.
Arco de Constantino e Coliseu | D.R.
Já o Palatino, que tinha resquícios de neve e gelo no chão quando o conheci, é outro encanto à parte. Afinal, trata-se do lugar onde Rómulo acabaria por fundar a cidade eterna no ano de 753 a.C. Segundo a lenda, foi exactamente nesta coluna que Rómulo e Remo foram encontrados por um pastor quando uma loba os amamentava. Abaixo seguem algumas imagens do Palatino.

Palatino I

Palatino II
Mas as imensas ruínas metem um pouco de dó, actualmente, tendo em conta o estado de degradação em que se encontram. Ok, a Itália, tal como Portugal, não atravessa dias famosos, mas mesmo assim o império cultural é tão grande que acho que poderia existir um pouco menos de desleixo. De quando em vez, lá se vêm andaimes em torno das atracções do fórum romano, mas não chegaram para mudar o meu sentimento.
Três horas deverão chegar para visitar todo o espaço do fórum. Não é nesta zona que se encontram os fóruns imperiais (como o Mercado de Trajano) profanados pela Via dei Fori Imperiali, de Mussolini. A zona do Fórum Romano nasceu no local onde tinha lugar antigamente um cemitério pantanoso que serviu a primeira aldeia do palatino.
O Fórum Romano ergueu-se pouco a pouco, cada vez mais glorificado, à medida que o poder da cidade crescia. Assumiu o seu esplendor máximo no reinado do primeiro imperador, Augusto, ao qual se atribui ainda a proeza de ter convertido uma cidade feita de tijolo em mármore. Nessa altura, já o pântano havia sido totalmente drenado. Além dos Arcos de Tito e de Sétimo Severo, a Basílica de Maxêncio e Constantino, a Cúria, a Via Sacra e os demais templos (Castor e Pólux, Vespasiano, Antonino e Faustina, só para citar alguns) são outros encantos. A melhor maneira é ver as fotos seguintes.

Templo de Vespasiano
Dicas: É possível chegar ao fórum da Via dei Fori Imperiali. Mas a melhor visão do fórum, aquela que deixei acima, só é possível do Palatino ou do Monte Capitolini. Também é possível partir do extremo sudeste, junto do Coliseu, através do palatino ou do Arco de Tito, cuja entrada, à época em que visitei a zona estava encerrada. A entrada no Coliseu + Palatino é paga, 12 euros. A zona está aberta diariamente ao público, mas os horários mudam consoante a época do ano. De Abril a Agosto, está aberto ao público das 08:30 às 19:15 e em Setembro encerra às 18:30.
Confesso, contudo, que não prestei muita atenção na minha viagem à zona dos Fóruns Imperiais, a tal profanada por Mussolini. Sabia que continha algumas das mais grandiosas e notáveis ruínas de Roma antiga, mas o meu itinerário complexo não dava para grandes alterações. Se queria ver determinados monumentos, teria de prescindir de outros. E assim foi. As únicas fotos que tenho da zona foram tiradas de um café panorâmico, que se encontra por cima do Monumento a Vittorio Emanuelle. Trata-se de uma área que apresenta os fóruns gigantescos de vários imperadores, dos quais se destaca Trajano, e a exuberante Domus Aurea de Nero.
De acordo com guias que encontrei no local, para ver toda a zona são necessárias pelo menos mais 3 horas (impensável, disse logo para mim na altura) e as filas são comuns. A entrada é paga, mas está incluída no bilhete Coliseu + Palatino/Fórum Romano.
Roma: Hotel Serena, Termini
A escolha do hotel em Roma foi um desafio à parte. O hotel tinha, simultaneamente, de estar bem perto da rede de transportes da cidade e/ou dos seus principais monumentos, não podia ter menos de três estrelas, tinha de ter um preço aliciante, regime de pequeno-almoço e bons comentários no Booking, o site onde fiz a reserva da unidade hoteleira. Se determinado hotel não fosse cumprindo estes requisitos, seria imediatamente riscado da lista.
E foi assim que cheguei ao hotel Serena, em plena zona movimentada de Termini. O hotel está a duas ruas ao virar da esquina da estação de comboios de Termini, a tal onde parava o Leonardo da Vinci que me traria desde Fiumicino até ao centro de Roma. Ok, Termini, olhando no mapa, não fica paredes-meias com os monumentos em Roma, mas o facto de a zona estar super bem movimentada com autocarros, eléctricos e com as duas linhas de metro superou essa desvantagem.
O hotel Serena está localizado no número 64 da Via Principe Amadeo e é um três estrelas que tem, atualmente, classificação de “Ótimo” pelos utilizadores do Booking, ou seja, 8.2 pontos em 10 possíveis. O preço que paguei por 4 noites, à volta de 150 euros, foi bom, porque os hotéis de Roma têm fama de ser extremamente caros. Aliás, o custo de vida naquela cidade é bem superior ao português.
O Serena, como referi anteriormente, está situado quase que paredes-meias com a estação de Termini. A entrada do hotel passa despercebida ao mais comum dos turistas porque, realmente, não é luxuoso nem nada que se pareça. O fácil check-in fez dissipar em mim as dúvidas e os receios que ainda tinha quanto à marcação que havia feito online do quarto. E este correspondeu inteiramente às minhas expectativas: não era grande, mas era aconchegante, insonorizado e a casa de banho privativa apresentava-se em grandes condições de higiene. O meu quarto era voltado para as traseiras, pelo que não sofri muito com o transito caótico de Roma durante as noites em que lá estive.
Para os quartos ou para o local de pequeno-almoço, que ficava localizado no 2.º andar do edifício, o truque era apanhar um elevador antiquíssimo, em madeira, que era verdadeiramente encantador e cumpria bem a sua função. Já o pequeno-almoço do Serena era uma lufada de ar fresco num mar de refeições que comeria em Roma, ora muito caras, ora de qualidade algo duvidosa. Quem disser que se come bem em Roma, só pode ter tido a experiência oposta à minha. Enfim…
Saindo do hotel, Termini foi aquilo que eu esperava. Como é o principal local de interface dos transportes públicos da cidade, a zona é caótica nas chamadas horas de ponta, ao início da manhã e ao final da tarde. Há gente de aparência duvidosa nas ruas, como em todo o lado, bem como mendigos, mas é o preço a pagar por ter ficado onde fiquei. Os fast-foods e as lojinhas em cada esquina davam a impressão de estar na zona de Roma com mais restaurantes, bares e pubs por metro quadrado da cidade. Escusado será dizer que passei muito pouco do meu tempo na capital romana ali.
Roma: planificação e início de viagem
Porquê Roma?
Confesso que quando pensava na Itália, a ideia passava sempre por fazer o tradicional quarteto fantástico de cidades a visitar: Roma, Veneza, Florença e Milão. Mas, este ano, praticamente não consegui que parte dos meus dias de férias coincidissem com os dias das pessoas que costumam ir comigo.
A solução foi pensar em alguma cidade europeia para visitar em quatro dias e meio. Tinha de ter, forçosamente, voos na segunda de ida a boas horas da manhã (madrugada) e voo de regresso numa sexta, a tempo de me por em Portugal às 19 horas. Depois da difícil escolha, já que Paris, Florença, Veneza, Genebra, Londres, Munique e Madrid (a maior parte, cidades que ainda espero visitar) também estavam na corrida, estava decidido: iria para Roma.
A TAP voa para lá frequentemente e o voo de ida era às 7h da manhã. Já o de regresso saía de Fiumicino às 14h da tarde. Era o ideal. E assim foi.
A reserva do transporte e o voo
Roma foi, também, a primeira cidade em que marquei um voo por mim mesmo, no FlyTAP, e o hotel, via Booking (falarei disso no posto seguinte). E correu tudo muito bem.
A reserva foi feita a preços interessantes (não terá custado mais de 80 euros a ida e a volta) e a viagem até Roma, no início de Fevereiro, correu às mil maravilhas. A TAP só voa para o aeroporto de Fiumicino, mas as low-costs, como a EasyJet, têm lugar em Ciampino.
Que ver em 4,5 dias?
Confesso que foi uma confusão conseguir conciliar tanta informação sobre o que ver e fazer em Roma. Vi informações em blogues de viagens na Net, consultei o TripAdvisor e ainda comprei o Guia American Express de Roma para me decidir. Ainda antes da viagem, o circuito do que veria ficou bem definido:
No 1º dia, a viagem começava na Piazza Navona e seguia depois para o Panteão, Piazza Minerva, Fontana di Trevi, Piazza e Scalinata di Spagna e Pizza del Popolo/Pincio.
O 2º dia seria dedicado ao Coliseu, Arco de Constantino, Palatino e Fóruns Imperiais, de onde rumaria depois até aos Museu Capitolinos e Monumento a Vittorio Emanuele II. Depois passaria pela Bocca della Veritá e passaria na Isola Tiberina para ir ver Trastevere.
No 3º dia, mais ruínas: Ostia Antica e Appia Antica.
O 4º dia seria todo dedicado ao Vaticano e seus museus, bem como à praça e Basílica de São Pedro. Ainda haveria de ter tempo para ver o Castelo de Sant’Angelo.
Por fim, o 5º dia seria dedicado única e exclusivamente à Galeria Borghese.
Era um roteiro alucinante, ambicioso para o tempo que tinha. Mas, e orgulho-me disso, vi tudo aquilo que me propunha, exceptuando a Appia Antica, que resolvi deixar para uma incursão futura a Roma. Nessa tarde, optei por um outro passatempo que falarei em posts à frente aqui no blogue.
Como ir de Fiumicino até ao centro de Roma?
Mais de 30 quilómetros separam o aeroporto de Fiumicino (Leonardo da Vinci) de Roma. E há várias formas de fazer o percurso. Ou de táxi, de autocarros (ônibus) ou de comboios (tréms). A forma mais eficaz, e que está devidamente sinalizada no aeroporto, é a do comboio (trém). E foi por ela que optei.Usei o Leonardo da Vinci Express. Este serviço liga um dos terminais do aeroporto ao centro da cidade (Termini) em apenas 30 minutos e não tem paragens. Cada viagem tem o custo de 16 euros. De Fiumicino, as saídas começam às 6:38 e acabam às 23:38. As viagens são sempre às :38 e :08. Já de Roma, as viagens também são de meia e meia hora, mas saem de Termini às :22 e :52. Começam às 5:52 e acabam às 22:52.
NOTA: É importante validar o bilhete comprado junto da plataforma onde se apanha o trém. A não validação do título implica ser multado e começar de forma desagradável a viagem por terras romanas.
Roma Pass:
Durante as minhas pesquisas sobre Roma, reparei que a cidade também é adepta do tradicional cartão turístico de descontos em monumentos e transportes públicos – o Roma Pass. Este pode ser reservado na Internet e comprado dentro do próprio aeroporto de Fiumicino, nos postos de informação turística. Se preferir, pode também adquiri-lo já na cidade de Roma. O Roma Pass tem a duração de 72 horas (3 dias) e dá descontos (metade do preço ou outras percentagens) numa lista extensa de monumentos, que pode ser consultada aqui. O Roma Pass permite ainda entrar de forma gratuita nos dois primeiros monumentos visitados, pelo que sugiro que comece por ver primeiro o Coliseu, o Arco de Constantino, o Palatino e os Fóruns Imperiais (um bilhete de 12€), bem como os Museus Capitolinos, cuja entrada também é de 12€. Logo aqui, poupa 24€. O Roma Pass custa 30€. É fazer as contas.

Roma Pass
Há também o Roma & Più Pass, que é uma versão mais extensa do Roma Pass, mas não está disponível no momento.
NOTA: O Roma Pass não inclui as viagens do aeroporto de Fiumicino até ao centro de Roma. A viagem é considerada regional e, como tal, o cartão não a cobre. É importante reter esta informação, porque a confusão com o Roma Pass começa quando se apanha o Leonardo da Vinci Express.
Beja, a capital do Baixo Alentejo
Está a decorrer até amanhã em Beja, capital do Baixo Alentejo, a 29.ª edição da Ovibeja, o certame anual mais importante em todo o Portugal dedicado à agricultura, produção de gado e pastorícia. E esse é o mote para falar, aqui no blogue, na velha Pax Júlia (Beja), como era bem conhecida entre os romanos, na época em que aquele império comandado a ferros parecia não ter limites.

Pax Julia (Beja) na Península Ibérica, Império Romano | D.R.
A cidade de Beja está localizada em plena região do Alentejo e tem quase 24 mil habitantes. O caminho mais rápido para lá chegar, de quem vem de Lisboa, é seguir o IP 8, que dará em breve lugar a uma futura auto-estrada. O IP 2, para quem vem do sul ou do norte, é também uma boa via rápida para chegar à capital de todas as planícies alentejanas.

Localização de Beja em Portugal | D.R.
Beja é uma cidade carregada de história: foi rica sob o domínio romano, como provam os belos arcos das portas de Avis e de Évora, no apogeu do visigótico (Igreja de Santo Amaro) e em plena dominação árabe, cujos vestígios são ainda bem perceptíveis no núcleo museológico da Rua do Sembrano. O centro histórico da cidade, que se vê bem em apenas um dia, pode ser feito a pé ou numa das bicicletas que a Câmara Municipal de Beja disponibiliza a quem queira conhecer a cidade. E a melhor forma de começar a conhecer a cidade é rumando ao seu ponto mais alto, a Torre de Menagem do Castelo de Beja.
O castelo, reconstruído no reinado de D. Dinis, é um dos mais belos exemplos da arquitectura militar da Idade Média em Portugal. Com cerca de 40 metros de altura e quase 200 degraus, a torre de menagem do castelo é tida como a mais alta da Península Ibérica e é o local ideal para disfrutar da bela paisagem alentejana, a perder de vista, enquanto uma brisa suave nos toca na cara. E saindo do castelo há várias possibilidades de continuarmos o caminho: ou perdermo-nos no núcleo museológico da igreja de Santo Amaro, bem ali ao pé, ou passar pelas romanas portas de Évora e rumar até à Sé Catedral.
Destaque, contudo, merece a igreja da Misericórdia, situada em plena Praça da República. A igreja é um exemplar ímpar da arquitectura renascentista, de forte influência italiana. Do conjunto, sobressai a sua colunata de planta quadrada. Na mesma praça, há ainda a destacar as arcadas dos monumentos que ladeiam o espaço, bem como o pelourinho, mandado construir por D. Manuel após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521 e onde figuram a tradicional esfera armilar e a cruz de Cristo em Ferro.
Seguindo pela rua Abel Viana, chegamos à igreja de Nossa Senhora dos Prazeres/Museu Episcopal, cuja modesta fachada esconde a riqueza artística do interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos de grande beleza, composto por painéis historiados de 1698 da autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Passando pela praça da República rumo à Casa das Artes Jorge Vieira, é possível observarmos um dos melhores exemplares da cidade do estilo Manuelino, a janela da rua Afonso Costa ou rua das Lojas. A janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que foi destruído, sendo posteriormente colocada na actual casa.
Já o Museu Jorge Vieira ocupa um espaço fundamental na dinâmica da cidade e é o lugar da arte contemporânea bejense. A coleção permamente, legada em vida pelo escultor Jorge Vieira, garante ao público a fruição de um vasto acervo artístico que permite conhecer o seu imaginário, aqui representado pelo desenho e escultura em mármore e ferro. Abaixo algumas imagens do espólio.
Praticamente ao lado da Casa da Artes, está o teatro municipal Pax Julia, um belo exemplar do gótico alentejano, e o núcleo museológico da Rua do Sembrano. A escavação nesta rua pôs a descoberto vestígios que se estendem, cronologicamente, desde a Pré-História até à época contemporânea. O conjunto mais importante dos elementos recuperados data da Idade do Ferro e tem grande relevância porque desmontou a tese de que Beja só havia sido habitada desde a época do império romano. Deste período foi identificado um troço de uma robusta muralha de pedra, que delimitava o perímetro do povoado antigo. Em cima desta muralha, foram assentadas mais tarde pelos Romanos uma termas que, pela sua reduzida dimensão, não terão sido públicas. Não é descartar, contudo, a hipótese de que pudessem ser exploradas em regime de aluguer pelo seu proprietário.
As escavações no núcleo museológico decorreram entre os anos de 1987 e 1995, tendo sido concluídas no ano de 2000 quando Beja foi selecionada como uma das cidade a incluir no programa Polis, que lavou por completo as faces de várias cidades do país. À entrada do núcleo, o destaque vai para um painel de azulejos do artista plástico Rogério Ribeiro. Não muito longe dali, o museu regional Rainha Dona Leonor, instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição, merece igualmente atenção durante a vista a Beja. O museu possui um importante espólio de onde se destacam, uma vez mais, colecções de pintura, azulejaria, arte sacra e pintura. Também é monumento nacional.
Percorrendo as apertadas e estreitas ruas do centro histórico de Beja, não se pode deixar de ver as igrejas do Salvador e de Santa Maria, bem como o Convento de São Francisco e a Casa da Cultura (Bedeteca). Infelizmente, durante a minha estadia curta na cidade, a maior parte destes monumentos estavam encerrados, pelo que só foi possível conhecê-los do exterior.
Villa romana de Pisões:
Se ainda houver tempo, a villa romana de Pisões merece uma visita rápida. O local é de difícil acesso (por uma estrada de terra batida) e não está cuidado. Mete dó ver o abandono deste importante vestígio romano. A villa, descoberta acidentalmente em 1967, foi ocupada entre os séculos I e IV depois de Cristo e compreende um significativo número de divisões (mais de 40), dispostas em torno de um peristilo de quatro colunas, que dá acesso a outras salas, uma das quais com um pequeno lago central. Os mosaicos da villa são a componente mais preciosa do lugarejo, que tem ainda um edifício termal, que denota duas fases distintas de construção.
Para chegar ao lugar, basta apanhar a circular externa da cidade e sair em direcção a Aljustrel. Depois de mais ou menos 4 minutos de caminho, é necessário virar à direita e seguir por um caminho de terra batida até ao local.
Conselhos úteis:
- Beja não é uma cidade cara. Oferece boas opções hoteleiras e uma farta gastronomia, que merece destaque. Aconselho os restaurantes do Frango à Guia, perto da maior superfície comercial da cidade, e d’O Alentejano, próximo do Convento de Nossa Senhora da Conceição.
- A cidade é muito quente no Verão (Junho a Outubro), com temperaturas que passam frequentemente os 40ºC. É ideal levar calçado prático e muita água.
- A melhor forma de a visita correr bem é rumar ao posto de turismo, situado no interior do castelo de Beja. As informações práticas e os folhetos informativos são de louvar.
- Evitar conhecer a cidade num Domingo (como eu), porque a maioria dos monumentos está encerrado ao público. Uma pena, a meu ver.
Riviera Maya: Dicas a reter
- Como chegar à Riviera Maya:
A maior parte dos turistas da Riviera Maya chega à península de avião. Quase todas as companhias aéreas voam todo o ano para Cancún, a cidade que tem o maior aeroporto da região. No meu caso, de Portugal, somente a White Airways e a Orbest fazem o serviço. São companhias charter. De vez em quanto, também a EuroAtlantic Airways voa para a localidade. O aeroporto de Cancún é o segundo mais movimentado do México, depois do da capital, e tem três terminais. A maioria das companhias está instalada no segundo e terceiro. Do aeroporto até aos resorts, que geralmente acolhem a maioria dos turistas que compram um pacote turístico, o transporte é feito de autocarro (ônibus). E não estranhe se vir nas estradas muitas brigadas de militares e polícias. É comum devido ao tráfico de droga na região.
- Requisitos de entrada na Riviera Maya:
Para os cidadãos da União Europeia, como era o meu caso, é necessário viajar com um passaporte e pagar uma taxa (imposto migratório) cobrada pelas autoridades do país, aproximadamente 60 euros. Não é necessário apanhar nenhuma vacina em especial. O visto não é necessário se for permanecer no país menos de 90 dias.
- Quando se deve ir:
Os tradicionais meses de Verão portugueses, entre Julho e Outubro, são totalmente desaconselháveis, porque coincidem com a época dos furacões, tão característicos da região do Caribe. Coincidentemente, é nesse período de tempo que aumenta a ocorrência de trovoadas e chuvas. Fevereiro, Março e Abril são os meses mais secos.
- O clima:
As temperaturas médias anuais rondam os 28 graus e, tradicionalmente, as mais altas verificam-se em Fevereiro, Março ou Abril. O frio é praticamente inexistente, bem como a existência de humidade no ar. Predomina o clima quente e tropical.
- Que roupas levar:
Roupas de linho e algodão protegem melhor o corpo do calor. Um chapéu é útil. Protetor solar, loção pós-solar e água termal não podem faltar.
- Fuso horário e eletricidade:
No México, são 6 horas a menos do que em Portugal Continental. A corrente elétrica nacional é de 110V/60Hz e é recomendável levar adaptadores de pontas planas, ainda que a maioria dos hotéis e grandes resorts já tenha corrente elétrica de 220V.
- O imperdível na Riviera Maya:
Durante a estadia nesta região mexicana, saia do hotel e desfrute do que esta melhor lhe oferece. A visita às ruínas Mayas (Chichén-Itzá, Cobá, Tulum e Ek’Balam), a parques temáticos naturais e cenotes sagrados (Xcaret, Xplor, Xel-Ha e Ik’Kil) e às cidades coloniais de Mérida e Valladolid e a super comercial Cancún não podem faltar. Se gosta de mergulho, uma visitinha à Isla Mujeres é indispensável. Mais informações aqui.
- O “evitável”
Beber água da torneira;
Ter atenção à qualidade da comida que lhe é servida fora do resort quando a viagem é contratualizada por si;
Ter cuidado com as falsificações Mayas na hora de comprar recuerdos;
- Os recuerdos que não devem faltar nas malas de viagem
Os tradicionais sombreros de mariachi, que passam no aeroporto sem contar para o total de carga transportada;
Máscaras de madeira pintadas com cores, feitas pelos Mayas;
Artefactos Mayas em pedra;
Mantas coloridas;
Calendários Mayas;
Especiarias e temperos;
Pulseiras, colares, T-shirts e outros;
Muita tequilha e mezcal (licor com lagarto no interior).
Dica: Regatear sempre antes de comprar.
- Alguns pratos e bebidas característicos da Riviera Maya
As tradicionais tortilhas mexicanas, feitas de milho, que prevalece na gastronomia, à frente do feijão, abóbora ou dos chiles;
Enchiladas;
Tacos;
Pescado e marisco variado, capturado na região e a preços módicos;
E muita tequilha.
- Outras dicas:
Medicamentos: A zona da Riviera Maya poderá ser uma experiência inesquecível, mas que pode trazer algumas complicações se não formos bem preparados em termos medicinais. É essencial levar um paracetamol (para as dores e febras), um ibuprofeno (anti-inflamatório), um anti-histamínico (para as alergias), dimicina (para as diarreias infecciosas), imodium (loperamida, também para as diarreias) e omeprazol (para os estômagos mais frágeis, pouco habituados aos condimentos da região).
Essencial levar um bom repelente, para afastar os mosquitos que teimam em incomodar em determinadas excursões e quando as temperaturas estão altas. Em Tulum, o problema nota-se bastante.
Um adaptador de corrente é fulcral.
Cartões de débito (para levantar pesos mexicanos dos ATM’s) e de crédito, para pagar viagens e excursões também são requeridos. Atenção aos movimentos feitos com o de crédito, porque as taxas são altas.
BOA VIAGEM

Mapa da Riviera Maya | D.R.
























































